Adenáuer Novaes \| Universo Quântico
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O universo é a mente humana. Nela tudo se configura como realidade, na qual o Espírito habilita-se para dar sentido a sua existência. Em seus meandros e labirintos processam-se instantaneamente milhões de informações, carregadas de emoções, antes de alcançarem o Espírito no formato de paradigmas a serviço da evolução. Fora dela, torna-se difícil imaginar como são as coisas e como de fato funciona o que chamamos e sentimos como sendo o mundo fora de nós. A mente humana configura a realidade, dando-lhe um colorido próprio, construindo um mosaico de possibilidades acessíveis à compreensão do Espírito. Tais possibilidades se restringem quando as limitações de compreensão do sentido da vida e de si mesmo e a não percepção dos próprios potenciais se tornam manifestos.

A psique, órgão fundamental do perispírito, sistema de passagem dos principais estímulos que se dirigem ao Espírito, tem sido moldável pelas principais ideias aceitas pela civilização ao longo de sua história. Há uma consciência coletiva que adota certos paradigmas que, de um lado, limitam quando devem ser ultrapassados por outros, para o avanço do progresso da civilização e, de outro, arrastam a humanidade para um futuro promissor. São estados psicológicos que perduram no inconsciente humano e que interferem no modo de ser e de pensar.

A mente primitiva, inconsciente, ainda construindo o ego como representação psicológica do Espírito, forjava uma realidade preenchida de monstros mitológicos, carregada por medos incomensuráveis, sem futuro e sem perspectiva consciente. Essa característica, que norteou a infância da humanidade, contribui para a permanência de uma forma de entender o Universo que mitifica as experiências, dificultando a constituição de uma mente livre e disponível à criatividade humana. A mente pré-medieval construiu a ideia da vida em grupo, das sociedades cooperativistas, mesmo que forjada em guerras e disputas territoriais. Esse formato de viver no mundo, de agregar e enraizar-se numa terra, norteou a formação das nações e dos valores coletivos. Muito embora um bem, dificulta a aceitação do outro como irmão, pois fomenta o etnocentrismo. A mente medieval fabricou um deus paradoxal, temerário, aprisionando a psique humana em crenças cegas e não validadas na experiência comum. Mesmo sendo um passo importante para a percepção do Self, contribuiu negativamente para a manutenção da subserviência e inferiorização humana perante um deus dominador e opressor. O humano em segundo plano perante um divino absoluto e anti-humano. A mente racional, consolidada no Iluminismo, criou a consciência coletiva da responsabilidade pessoal na construção do saber, trazendo a lógica como deusa suprema. Em que pesem os inegáveis avanços dessa forma de pensar e construir o conhecimento, ela trouxe prejuízos ao ser humano, principalmente cristalizando a mente num intricado e enovelado modo de pensar o mundo e a si mesmo. Esse período, criador das ciências e da tecnologia, manteve a, a mente humana distanciada de sua natureza também instintiva. A mente espiritualizada e quântica veio em seguida, abrindo os horizontes para além da matéria e da dimensão dos sentidos biológicos. Descortinou as múltiplas dimensões existenciais, colocando o ser humano como autor do colorido que confere à realidade e direcionador de seu próprio destino.

A percepção dos fenômenos do mundo subatômico, com a não causalidade e a interferência da consciência do observador no detecção dos objetos observados, mudou radicalmente o modo de concepção do universo. A causalidade e a passividade do sujeito no dinamismo do universo passou a pertencer a uma categoria de macro fenômenos distinguidos pela mente racional. O universo quântico é aberto, disponível à criatividade do Espírito e acessível a todos os que não se limitam aos formatos anteriores de pensar coletivamente. Nele, o Espírito goza de autonomia e de ampla liberdade de percepção do mundo e construção de seu destino, livre do aprisionamento característico do pensar coletivo.

O universo quântico incluiu a dimensão espiritual e suas variações. Nele, a matéria, tal qual foi concebida pelos modos de pensar anteriores, ganha o colorido da intocabilidade e da impossibilidade de ser isolada ou de se encontrar sua última e mínima unidade. É o universo das probabilidades e das incertezas da mente lógica. Um mundo novo, livre de padrões e de espera por um paraíso inexistente. Um mundo no qual o Espírito assumirá seu definitivo lugar divino, em substituição à crença num deus exclusivamente dispensador de tudo, formador de adeptos e de seguidores idólatras passivos.

 

Comentários
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emido  - universo quantico |2011-12-23 08:55:51
porque eu tive a oportunidade de ler este testo , eu sou um eluninado.Como
semopre acreditei.Este testo ja estava esvrito na minha mente eu so
precisava-ler
emidio  - universo quantico |2012-01-08 21:34:20
este texo é muito maravilhoso vou le-lo umas dez mil vezes.
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