| Dimensões infinitas |
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| Escrito por Adenauer Novaes | |||||
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Descortina-se um novo olhar do humano sobre si mesmo e sobre o universo à sua volta. Os portais da mente se abriram para novas percepções. Já não dá mais para manter a razão prisioneira dos paradigmas medievais que a limitaram por muito tempo. Os eventos e descobertas que marcaram os séculos dezenove e vinte produziram definitivamente alterações psíquicas fundamentais que levaram a mente humana para além de suas perspectivas. O advento do Espiritismo e da Física Quântica mudaram os rumos da humanidade, concedendo maioridade ao ser humano para a percepção de sua natureza eminentemente espiritual. As teses espíritas (reencarnação, evolução, mediunidade, pluralidade dos mundos habitados etc.) tornaram-se meio e fim das ciências, como se estas devessem provar e beneficiar a sociedade das conseqüências daquelas. Fora dos muros doutrinários assistimos a todo momento a aproximação dos paradigmas científicos aos princípios básicos do Espiritismo. Como dizia Allan Kardec “O Espiritismo anda no ar”. A humanidade está fadada ao encontro com a dimensão espiritual, como realidade essencial. A reencarnação é pesquisada em universidades, surge nas telas dos cinemas, aparece nas telenovelas e nas conversas cotidianas das pessoas. A mediunidade é praticada em diferentes culturas e para os mais diversos objetivos, alcança as religiões pentecostais, além de ser objeto de interesse da mídia. A Psicologia se esforça para distanciar-se da religião, mas vem se aproximando gradativamente das conclusões espíritas, inclusive fundindo conceitos e práticas, a exemplo do que faz a escola Transpessoal. Tudo converge para o espiritual, independentemente dos interesses egóicos e materialistas. A Física Quântica apresenta as múltiplas dimensões, incluindo a espiritual. Isso descortina os véus que encobriam a ciência da matéria, que a impediam de visualizar a dimensão do Espírito. Um novo mundo surge, mostrando-se suscetível ao olhar humano. Os avanços proporcionados pela nova Física Quântica levaram o ser humano a uma melhor compreensão do Universo, expandindo os limites de seus telescópios. O Espiritismo, campo do saber que sintetiza relevantes temas do conhecimento humano, pelos seus representantes, deve assumir o lugar que lhe compete na história da humanidade e ampliar seus próprios horizontes. Desenvolver estudos, ampliar o alcance de suas práticas e incorporar outros saberes torna-se fundamental ao desenvolvimento do Espiritismo. Por outro lado, os praticantes do Espiritismo não devem se limitar a uma busca religiosa exclusivamente consoladora, mantendo-se equivocadamente na postura de beneficiários do “Reino de Deus”, sem senso crítico e sem consciência de sua responsabilidade pessoal pelo universo à sua volta. Os novos paradigmas recentemente emergidos requerem atitude, pois o Universo é uma construção do Espírito. Cada um vive de fato aquilo que elabora. A evolução pessoal está, portanto, condicionada à visão de mundo que se tem. Não é mais possível acreditar que o ser humano receberá mais do que possa construir. A dimensão espiritual, concebida como um lugar de morada dos espíritos, torna-se apenas uma das dimensões do Espírito dentre muitas que lhe cabe alcançar. A evolução é infinita e infinitas são as dimensões de manifestação do Espírito imortal. A alternância de morada do espírito, entre as regiões espirituais em torno do planeta Terra e a sociedade terrestre encarnada, não se constitui o único destino possível. Essas idas e vindas fazem parte de algo muito maior que espera aqueles que já aprenderam o necessário e possível em nosso planeta. Mais além, é algo totalmente novo e fora do que se possa conceber, a ser coagulado pelo Espírito. As recentes experiências com aceleradores de partículas, na tentativa de desvendar os segredos do mundo subatômico, devem levar o ser humano ao amadurecimento a respeito dos desígnios divinos, pois descobrirá a imponderabilidade e a inefabilidade da matéria e, sobretudo, a existência de um princípio condutor de sua constituição. Esse princípio, à semelhança do que foi concebido como sendo o tao pela filosofia oriental, é suscetível à inteligência do Espírito, cuja essência continuará sendo inacessível a ele próprio. O Espiritismo descortinou o véu da ignorância a respeito da vida espiritual e da existência e imortalidade dos espíritos, mas precisará avançar mais no estabelecimento de idéias e princípios que capacitarão o espírito a dar novos avanços em sua evolução. O adepto do Espiritismo tem nas mãos um poderoso instrumento para sua evolução e para a melhoria da sociedade em que vive. Dele depende o futuro que se avizinha, pois não estará posto à sua espera. Quanto mais permanecer na expectativa de algo pronto e acabado à sua disposição, mais tempo estará vinculado ao solo do planeta. Contato:
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Revista Delfos - ANO 8 - Edição 04 - Nº 32
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