| Descoberto um outro sistema planetário |
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Um grupo de astrônomos descobriu um sistema planetário que terá algumas semelhanças com aquele no qual se encontra o planeta Terra. Martin Dominik, da universidade de St. Andrews, no Reino Unido, afirmou que a existência de eventuais sistemas solares, com semelhanças com o nosso, poderá ser muito mais comum do que se pensava e acrescentou que os astrônomos estão na iminência de encontrar muito mais. O astrônomo de St. Andrews afirmou que este sistema planetário e outros análogos poderiam ter mundos habitáveis como o planeta Terra. “Foi apenas uma questão de tempo até que detectássemos estes sistemas”, explicou. Dominik declarou à BBC News que encontraram “um sistema com dois planetas que têm os papéis de Júpiter e Saturno no nosso Sistema Solar. Estes dois planetas têm valores de massa, um raio orbital e um período de órbita similares”. “Parece ter sido formado de modo semelhante ao nosso Sistema Solar”, adiantou. E se esse for o caso “parece que o nosso sistema solar pode não ser o único do gênero no Universo. Deverá haver outros sistemas semelhantes que possam ter planetas habitáveis como a Terra”. Martin Dominik apresentou o seu trabalho numa reunião da Royal Astronomical National Astronomy Meeting, em Belfast. O novo sistema planetário, que orbita a estrela OGLE-2006-BLG-109L, é menor do que o nosso e está a uma distância de cinco mil anos-luz. Embora quase 300 planetas extra-solares tenham sido já identificados, os astrônomos têm falhado constantemente nas tentativas para encontrar sistemas planetários semelhantes ao nosso sistema solar. Apenas 10% dos sistemas descobertos até agora podem ser habitados, afirmou Martin Dominik. O astrônomo explicou ainda que todas as técnicas e métodos atualmente utilizados para encontrar planetas foram fortemente dominados por critérios usados para detectar planetas gigantes que orbitam a curtas distâncias da estrela mãe. Os planetas detectados pelo sistema OGLE ( optical gravitational lensing experiment) foram encontrados usando-se uma técnica na qual a luz dos planetas mais distantes é refratada e amplificada pela gravidade de um novo objeto, neste caso específico, uma outra estrela. O objetivo final dos pesquisadores da universidade era encontrar um espaço habitável como a Terra e um planeta como Marte. “Este objetivo foi alcançado, porque a tecnologiafoi melhorando com o tempo”, afirma Martin Dominik.
Para já, contudo, haverá poucas probabilidades de detectar mundos de massa como a Terra em OGLE-2006-BLG-109L, porque o sistema está muito distante para as atuais tecnologias, mas num futuro próximo acreditamos que seja confirmada a resposta à pergunta 55 de “O Livro dos Espíritos”: «Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil.
Texto Extraído da Revista RIE - Ano LXXXIII - Nº 05 - Junho de 2008
NOTA: O Profº Luis de Almeida é licenciado em engenharia aeronáutica, mestre, doutor e Pós-doutor em astrofísica e cosmologia multidimensional. Actualmente é um dos cientistas e pesquisadores que integra a Agencia Espacial Europeia. Espírita desde bem jovem e ex-ateu convicto e orgulhoso como se definia, teve contato com o espiritismo com a oferta aos 15 anos de “O Livro dos Espíritos”. Interessou-se pela racionalidade, lógica e inteligência do tipo de perguntas colocadas por Kardec bem como das respostas dadas pelos espíritos. Desde então nunca mais parou… É ainda jornalista, conferencista e articulista espírita escrevendo para os midia espíritas há mais de 20 anos. Aqui fica a visão de como um pesquisador europeu de profissão vê o espiritismo.
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