Como nosso Pais Imprimir E-mail
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A música “Como nossos pais”, nacionalmente conhecida na voz de Elis Regina, e composta por Belchior, fala do comportamento do jovem em relação ao comportamento dos pais.

A letra afirma: “Apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

Esta frase da música nos remete a considerações profundas: será que tal afirmação é verdadeira?

Muitas vezes os pais são surpreendidos, e, aparvalhados, não sabem como lidar com este ou aquele comportamento juvenil.

Muito se comenta sobre o “ficar”. Teriam os jovens criado um novo comportamento humano?

O “ficar”, tão em moda nos tempos atuais, é uma nova maneira comportamental, ou uma adaptação de um comportamento adulto equivocado?

Qual a diferença dos adolescentes que “ficam”, para os adultos que trocam de parceiros, evidenciando imaturidade emocional e espiritual?

A questão é muito mais profunda e merece todo cuidado na análise.

Sabemos que os exemplos são marcantes na formação da criança e do jovem.

Sabemos também que trazemos de outras vidas heranças psíquicas, resultados de ações transatas, que irão despertar fortemente na fase juvenil.

Ao assumir que “fica”, o adolescente está sendo mais honesto do que o adulto que disfarça e esconde relacionamentos variados.

Seja na idade que for, os relacionamentos não podem prescindir do respeito mútuo, da amizade e do amor.

O adolescente se depara na idade juvenil com as mais variadas informações.

Informações recebidas pelo processo educativo promovido pela família.

Informações recebidas pelo meio que o circunda: sociedade, mídia, escola, etc...

Informações que emergem em seu psiquismo, de seu próprio histórico espiritual.

É uma gama tão grande de informações a serem processadas e compreendidas, que o adolescente, por um tempo, tem dificuldades em se definir para esta ou aquela tendência.

Por sua capacidade contestadora, característica dessa fase, nada do que está estabelecido o atrai. A grande maioria dos jovens prefere a contestação do estabelecido.

É um grande equivoco dos educadores, acreditarem que seus modelos educacionais são fórmulas prontas a produzir seres educados.

Educação é algo mais complexo e exige do educador uma visão do ser integral.

O educando já viveu e vai viver outras vidas.

A reencarnação é a chave para a compreensão do comportamento humano em qualquer idade física.

Cabe indagar: qual é o mundo que estamos apresentando para as crianças e os adolescentes?

Crianças e adolescentes criam sozinhas os seus conceitos de certo e errado, mediante o que lhes é apresentado.

O adolescente pode ser comparado a um rio caudaloso de força incomensurável, de onde se deseje extrair energia. Se suas águas não forem canalizadas para o aproveitamento das energias próprias, ele irá passar arrastando tudo em seu derredor. Sofrendo e fazendo sofrer.
A família estruturada e a educação, são leito mais perfeito para direcionar essa força.

Se a família estiver estruturada em bases sólidas de amizade e amor, tudo fica mais fácil.

Mesmo nos casos de pais separados, se houver amor, amizade e respeito pela criança ou adolescente, o leito do rio estará sedimentado para canalizar as forças juvenis.

A amizade respeitosa entre os membros de um grupo afim é a garantia de que os jovens trarão seus problemas para serem discutidos com os que o amam.

Os jovens, assim como as crianças, precisam ser respeitados pelos educadores. Quando nos sentimos amados e respeitados procuramos sempre os que nos amam e nos respeitam.

Os pais ou responsáveis precisam estar com os filhos em todas as fases da educação.

A educação não pode ser padronizada e aplicada a todos os educandos de uma mesma maneira. Os métodos educacionais devem ser flexíveis, pois cada ser tem as características e necessidades próprias, determinadas pelas experiências reencarnatórias. Não se podem educar da mesma maneira espíritos com necessidades diferentes.

O amor e o respeito são os métodos pedagógicos por excelência.

Seja nas instituições de ensino, seja no educandário familiar, o jovem e a criança necessitam ser ouvidos. Aquele que é ouvido, certamente irá ouvir.

Muito do comportamento juvenil moderno são adaptações de outros comportamentos sociais camuflados.

Vale perguntar: os jovens criaram o “ficar”, ou adaptaram o exemplo de alguns adultos?

Converse com seus filhos.

Seja amigo deles.

Eles também têm muito a nos ensinar.

Não concordo com a frase que diz: “O homem é produto do meio”

Creio na frase que diz: “O homem é o produto da educação recebida e dos exemplos”.

“Ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais”.
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