Espírito de Natal Imprimir E-mail
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Redação

Natal, festa da natividade de Jesus, clima de confraternização nas famílias e no mundo cristão lembrando a vinda do Mestre até nós, há dois mil anos, em Belém, cidade da Palestina, de maneira humilde, tendo por berço a manjedoura, para nos trazer seus ensinamentos, roteiro de luz em nossa trilha evolutiva.

Hoje estamos melhor preparados para entender o objetivo da mensagem cristã, preparo esse decorrente de inúmeras reencarnações nos últimos vinte séculos, programadas pela cidade luz que impulsiona e acompanha nossa trajetória na direção do desenvolvimento e da vivência do amor.

Clima de Natal é um estado de espírito, disposição visando a mudança da nossa realidade, individual e coletiva, para melhor. É buscar nos conhecermos mais a nós mesmos, propondo-nos, através do processo de reforma íntima, desenvolver e cultivar sentimentos elevados, no dia a dia, em todas as situações.

Compreendendo o degrau evolutivo em que nos encontramos conscientizamo-nos do quanto há por fazer no campo do nosso aprimoramento interior, ao mesmo tempo em que visualizamos, à luz da Doutrina, a meta a ser alcançada.

Viver o Natal é sentir Jesus nas suas exortações:

– cumprir com todos os deveres materiais, dando a César o que é de César, não esquecendo, porém, o lado espiritual da vida, único, imortal, eterno;
– manter, alimentar e fortalecer a fé, mesmo nos momentos mais difíceis, compreendendo que os desafios que a programação reencarnatória contém representam oportunidades de crescer espiritualmente, desde que a vontade se mantenha determinada, firme, inabalável; nessas situações, não se turbe nosso coração;
– mudar para melhor tudo que estiver ao nosso alcance, mas nutrir resignação quando eventual mudança almejada não for alcançada, enquadrando-se, muitas vezes, no ensinamento: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”;
– alegrarmo-nos por ter sido cumprida sua promessa da vinda do Consolador, do Espírito de Verdade; é o Espiritismo, recordando tudo que Jesus disse e ensinando outras coisas mais, já ao alcance do nosso entendimento; é a Doutrina Espírita, incentivando-nos a nos instruirmos, nos educarmos, nos reformarmos, e a vivenciar o amor e a caridade;
– nos conhecendo melhor a nós mesmos, conscientizando-nos cada vez mais do grau evolutivo em que nos encontramos, enfatize-se, motivarmo-nos a exercitar sempre a abnegação e o devotamento na direção do bem, num contraponto ao egoísmo, e a humildade em oposição ao orgulho, buscando a pureza de coração;
– esforçarmo-nos pela pacificidade, libertando-nos de mágoas, melindres, ressentimentos e perdoando ofensas, injúrias e difamações; o espírito de Natal conclama à reconciliação, à harmonia, a contemporizar, com paciência, boa vontade, benevolência; combater sentimentos de animosidade e de ódio, e pensamentos maus contra o próximo, é o “sacrifício” mais agradável a Deus;
– procurar fazer aos outros o que queríamos que eles façam, sabendo que é esse o exercício de amar o próximo; virtudes somente são incorporadas ao patrimônio espiritual de cada um através do exercício constante, uma vez que nenhuma vem de graça;
– dar à família o valor que ela merece, apertando seus laços, sabendo que o reencontro nas ligações familiares nunca é por acaso.

Por fim, com o espírito de Natal, não esquecer o aniversariante e sua importância em nossas vidas, Mestre dos mestres e Médico de nossas almas que é.

Revista RIE - Dezembro de 2009

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