| Einstein e seu cérebro |
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Que é o Espírito? – O princípio inteligente do Universo. – L.E., questão 23. O Espírito é independente da matéria ou não é mais que uma propriedade desta, como as cores são propriedades da luz e o som uma propriedade do ar. – Ambos são distintos, mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência à matéria. – L.E., questão 25. Tenho a impressão de que quando determinados seres humanos se entendiam com os acontecimentos de rotina, fazem uma visita pelo exótico da existência. Em uma dessas passagens resolveram retirar várias fatias do cérebro do gênio Albert Einstein, morto em 1955, apesar de o cientista ter pedido para ser cremado no mesmo dia e suas cinzas, para que não se criasse uma devoção ao seu túmulo vazio, fossem entregues a um dos seus filhos e lançadas nas águas de um rio mais próximo. Mas o interessante da reportagem trazida pela revista VEJA, edição de n.º2135, de 21 de outubro de 2009, páginas 96 a 103, é que os cientistas descobriram, segundo entendem, todas as regiões do cérebro de Einstein, responsáveis pela inteligência apresentada por ele, desconsiderando a colocação das perguntas introdutórias a esse artigo de que o Espírito é um ser inteligente que quando acoplado à matéria manifesta essa inteligência que é decodificada pelo cérebro material. Vejamos alguns trechos da reportagem: Uma neurocientista da Universidade de Mcmster, Canadá, descobriu alterações nos sulcos cerebrais do gênio, em seu lobo parietal, o que sugere, segundo ela, que Einstein tinha um dom especial para matemática; um neurologista da Universidade de Alabama, EUA, descobriu que o córtex de Einstein era mais fino e mais denso, a quantidade de neurônio por centímetro cúbico era superior à encontrada normalmente em outros cérebros e, devido a isso, essa densidade maior estaria relacionada à genialidade do estudado; um anatomista da Universidade da Califórnia, EUA, analisando lâminas com amostras do cérebro do gênio, constatou uma concentração maior que a normal de células gliais no lobo parietal permitindo com que a velocidade entre os neurônios fosse excepcionalmente maior; já um neurologista dessa mesma Universidade descobriu que os neurônios do lado esquerdo do hipocampo, área relacionada à memória recente, eram mais longos que os do lado direito, facilitando a associação do hipocampo com o córtex frontal, o que tornaria Einstein mais capaz de relacionar memórias com raciocínio. Se você não entendeu nada dessa “salada” anatômica neurológica, não se preocupe. O objetivo não é esse, mas sim o de chamar a atenção para o fato de que foram decompondo o gênio parte a parte, de nada sobrando para o ser espiritual, explicando tudo através da matéria perecível. Também um fato normal para a ciência de hoje que nada considera além dos limites estreitos, mas palpáveis da matéria toda poderosa, mesmo que se decomponha no túmulo aniquilando todos os valores e sonhos que enriqueceram uma vida. Como não sou nada, deixo que Joanna de Ângelis nos ensine no livro psicografado por Divaldo, Vida: desafios e soluções, 5.ed. LEAL, 2000: “O cérebro, que antes era pouco identificado nas suas incomparáveis produções, como a maior glândula do corpo humano, é hoje conhecido como um extraordinário e incomum conjunto harmônico de setenta e cinco a cem bilhões de neurônios em circuito especializado e complexo, como o mais notável computador que a mente ainda não pode conceber. Suas enzimas, cerebrinas, globulinas e outras secreções comandam as reações de todo o corpo, trabalhando pela vida física e psíquica. No entanto, essa mente não é fruto de elaboração própria, procedendo de uma fonte geradora que o antecede e sucede ao processo do conjunto neuronial.” (destaque nosso). Retornarmos nessa afirmativa de Joanna de Ângelis, à resposta da questão de número 25 dada pelos Espíritos da Codificação: “..., mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência à matéria.” Se, contudo, não bastasse, recordemos a questão de n.º 71, do L.E.: A inteligência é um atributo do princípio vital? “Não, pois as plantas vivem e não pensam; têm apenas vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência; mas a inteligência não pode se manifestar senão por meio de órgãos materiais; é necessária a união com o espírito para intelectualizar a matéria animalizada.” (grifo nosso) Ainda bem que assim é para que o nosso planeta de provas e expiações possa conhecer o retorno de cientistas como Albert Einstein com todo o conhecimento que, felizmente, não ficaram em seus cérebros materiais, meros intérpretes da riqueza desses Espíritos. Revista RIE - Dezembro de 2009
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