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Redação

Calor escaldante em alguns países, frio congelante em outros, inundações, terremotos, levam o ser humano a perguntar:“Por que tudo isso?”. “Onde a bondade divina?”
Em fatos isolados ou não, o acaso não existe. Tudo tem a sua razão de ser.

De um lado, a evolução do Espírito, que é imortal. De outro, a da sua morada.

Os Espíritos que habitam a Terra são, na sua grande maioria, seres em desenvolvimento e aprendizado básico frente às leis imutáveis do Criador, especialmente do ponto de vista moral.

Nosso planeta é um corpo celeste relativamente novo, cuja “maturidade” vai se fazendo aos poucos, obedecendo as leis da física, que são também obra da Providência Divina.

Estagiar alternadamente nos dois planos da vida é necessário: “nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre tal é a lei”.

Provas e expiações fazem parte desse contexto, tanto as individuais como as coletivas.

Diariamente, a cada hora, a cada minuto, um sem número de pessoas desencarnam no mundo inteiro. Poucos tomam conhecimento e se comovem, lembrando a fugacidade da existência material e a importância de valorizar os talentos da alma.

As grandes calamidades tem a ver com o determinismo do Alto, que age nos fatos, e servem, também, para nos sensibilizar promovendo a solidariedade.

O reino do Bem vai se instalando no seio da humanidade, ainda que de maneira imperceptível numa avaliação de poucos anos. O horror ao mal será alcançado um dia.

A lei de ação e reação está a serviço do progresso do Espírito. Essa a verdade que a fé raciocinada entende, obediente e resignada.

A lei de destruição faz parte das leis divinas. Os flagelos destruidores fazem a humanidade progredir mais depressa, esclarece a questão 737 de “O Livro dos Espíritos”.

Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas. Se a nossa época está designada para a realização de certas coisas, é que estas têm uma razão de ser na marcha do conjunto, coloca Kardec no capítulo XVIII, item 2, do livro “A Gênese”.

E prossegue: nosso globo, como tudo o que existe, está submetido à lei do progresso. Ele progride, fisicamente, pela transformação dos elementos que o compõem e, moralmente, pela depuração dos Espíritos encarnados e desencarnados que o povoam. Ambos esses progressos se realizam paralelamente, porquanto o melhoramento da habitação guarda relação com o habitante. Fisicamente, o globo terráqueo há experimentado transformações que a Ciência tem comprovado e que o tornaram sucessivamente habitável por seres cada vez mais aperfeiçoados. Moralmente, a Humanidade progride pelo desenvolvimento da inteligência, do senso moral e do abrandamento dos costumes. Ao mesmo tempo que o melhoramento do globo se opera sob a ação das forças materiais, os homens para isso concorrem pelos esforços de sua inteligência. Saneiam as regiões insalubres, tornam mais fáceis as comunicações e mais produtiva a terra.

Recomendamos ao leitor conhecer a íntegra desse texto do Codificador.

Se no universo infinito estrelas e constelações nascem e morrem, como vêm constatando telescópicos potentes como o Hubble, também na Terra a lei de destruição está associada à do progresso, levando tanto o físico como o humano a evoluir sempre.

Por isso mesmo, sabendo que a qualquer momento podemos “ser chamados” para o lado de lá, procuremos investir sempre mais e melhor no nosso desenvolvimento espiritual e moral.

 

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