| Chico Xavier foi o tema do 3º Congresso Espírita Brasileiro |
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Silvio Oliveira
De 16 a 18 de abril de 2010, na Capital Federal do Brasil, a bela cidade de Brasília, realizou-se o 3º Congresso Espírita Brasileiro, com a presença de mais de 5.000 participantes, entre congressistas e equipe de trabalho. Os atos do Congresso realizaram-se nas dependências do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, com participantes de todo o Brasil e de vários outros países. Chico Xavier foi o tema central do evento, com especial atenção à sua extensa obra bibliográfica e sua influência no cotidiano de cada um. Também foram lembrados fatos envolvendo a pessoa de Chico Xavier assim como sua intensa vida como consolador de almas sofridas e de fiel servidor aos princípios de Jesus, tendo a caridade como seu principal objetivo. A cerimônia de abertura contou com a participação do Vice-Presidente da República, José Alencar, e com a presença de diversos Ministros de Estado. Também presentes representantes dos Correios e Telégrafos e de outras entidades que lançaram produtos alusivos ao Congresso. A conferência de abertura ficou a cargo de Divaldo Pereira Franco com o tema “Chico Xavier: Mediunidade e Caridade com Jesus e Kardec”. Os trabalhos, pela parte da manhã, iniciaram as 9h30 encerrando-se pouco depois das 13h. O presidente das FEB, Nestor Masotti, deu por abertos os trabalhos, saudando os presentes e dissertando sobre os objetivos do Congresso. O Vice-Presidente da República, José Alencar, fez significativa manifestação referindo-se à pessoa de Chico Xavier, demonstrando ter acompanhado, mesmo que de longe, sua trajetória de benefícios à Humanidade. José Alencar foi aplaudido de pé pelo público presente e emocionado agradeceu com expressivo sorriso. Encerradas as cerimônias de abertura e lançamentos de selos, medalhas e outros documentos relativos ao homenageado foi proferida a conferência inaugural. No período da tarde realizaram-se as demais conferências e entrevista coletiva com Divaldo Franco, Nestor Masotti e Raul Teixeira. Estes, os expositores da tarde, com seus temas: Altivo Ferreira, com “A codificação Espírita e as Obras Psicografadas por Chico Xavier”; Wagner Gomes da Paixão, com “O trabalho de atendimento feito por Chico Xavier, Neusa Aparecida de Assis e Wagner Gomes da Paixão”; César Soares dos Reis, com “A Contribuição do Brasil no Progresso Espiritual da Humanidade”; Haroldo Dutra Dias, com “A interpretação evangélica e filosófica da doutrina Espírita por Emannuel”; Antônio César Perri de Carvalho com “Os romances Históricos de Emmanuel”. À noite, apresentação artística de Plínio de Oliveira, com “Sinfonia ao Amor”. No segundo dia do Congresso as conferências iniciais ficaram a cargo de Gladis Pedersen de Oliveira e de Marta Antunes Nunes, com “A Educação Espírita e a Obra Mediúnica de Chico Xavier”. A conferência de Gladis Pedersen de Oliveira, sobre a influência de Chico Xavier no estudo espírita para a infância e juventude, levantou o público presente, emocionado com a narrativa das histórias infantis apresentadas pela expositora. “A Fuga do Zé” e “O Passeio da Estrelinha Azul” foram os pontos altos da exposição que teve como base a importância de Chico Xavier na formação moral das crianças e dos jovens. Fez notada referência às palavras de Emannuel quando salienta que “os primeiros 3.000 mil dias da encarnação de um espírito são definitivos para a sedimentação dos valores morais que o reencarnante levará para o resto de sua vida”. Este conceito, como muitos outros contidos nas obras recebidas pelo valoroso médium, serve para profunda reflexão sobre o trabalho que os espíritas podem e devem fazer em favor da formação de um mundo melhor, partindo da educação moral da criança e do adolescente. Selo, Cartão Postal e Medalha em homenagem a Chico Xavier No dia 2 de abril, nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba, locais onde Chico desenvolveu a maior parte de seus trabalhos mediúnicos, foi lançado o selo comemorativo ao Centenário de Nascimento de Francisco Cândido Xavier, numa tiragem de 6.000 unidades, para que a Filatelia brasileira possa prestar tributo ao valoroso benfeitor que serve de modelo a inumeráveis obras no campo da ação social como orfanatos, lares de deficientes e demais modelos de assistências aos necessitados. Durante o 3º Congresso Espírita Brasileiro foram obliterados os originais do selo, sendo que a primeira obliteração ficou a cargo do Vice-Presidente do Brasil, José Alencar; a segunda, a cargo de Nestor Masotti, e a terceira por Eurípedes Reis, filho adotivo de Chico Xavier, sob direção do presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Carlos Henrique Custódio. A Casa da Moeda do Brasil também se irmanou às homenagens a Chico e fez o lançamento da Medalha Comemorativa do Centenário, a cargo de seu Diretor Técnico, Carlos Roberto de Oliveira. Presentes a esses atos, além das pessoas antes nomeadas, o Ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; O Ministro do Conselho Nacional de Justiça, Marcelo Nobre, e os Deputados Federais Raquel Teixeira e Luiz Bassuma. Arte e depoimentos durante o Congresso Um expressivo número de artistas proporcionou momentos de sublimidade, enlevando a todos com a musicalidade e a poesia de seus movimentos durante o 3º Congresso Espírita Brasileiro. A música sublime de Plínio de Oliveira, os cantos líricos, os corais, as declamações de Marival Veloso de Mattos, Carlos Vereza, Paulo Bittencourt, os depoimentos de pessoas que viveram ou tiveram a influência de Chico, a música alegre e espontânea de Nando Cordel proporcionaram um ambiente elevado de muita luz e vibrações das cores das rosas, que inebriava o espírito Chico Xavier durante sua recente encarnação. O Vice-Presidente do Brasil disse que “Aprendemos não só a divinizar, como respeitar Chico Xavier durante toda sua existência, porque ele deixa um legado maravilhoso: mais de 400 livros psicografados de uma forma notável”. Raul Teixeira: “Sem querer divinizar a obra ou a própria pessoa de Chico Xavier, que não precisa disso, podemos considerar que o movimento espírita tem um ‘antes’ e um ‘depois’ de Chico”. Eurípedes Higino dos Reis: “Chico Xavier era tudo que a Doutrina nos ensinou.” Deputado Luiz Bassuma: “A realização do 3º Congresso e as Comemorações do Centenário de Chico Xavier fazem parte de um momento divisor de águas em que acontece numa aceleração no processo de espiritualização do Brasil e do mundo”. Revista RIE, maio e 2010
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