| Sobre a lógica do materialismo |
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O orgulho leva o homem ao materialismo. Porque o homem que acredita saber de todas as coisas só acredita naquilo que vê ou entende. Ele nega ou ignora o que lhe é desconhecido. A ciência não leva ao materialismo, mesmo a ciência materialista, pois a ciência leva ao conhecimento daquilo que é estudado e geralmente levanta questões novas a serem estudadas criando uma cadeia de experimentos e estudos que levam o homem à evolução científica. Durante algum tempo o conhecimento científico teve de se dissociar do conhecimento espiritualista, pois a religião dos dogmas impedia o crescimento científico; porém hoje o tempo é outro, temos uma ciência que chega às fronteiras do conhecimento material e começa a entender e estudar o espiritual, pois a própria ciência materialista levantou novas questões que só são explicadas de maneira lógica e racional com um novo paradigma; o espiritualismo, ou seja, partir-se da premissa de que existe algo além da matéria. Na ciência tudo o que não é comprovado ou negado é uma possibilidade denominada hipótese. Cabe à ciência séria e verdadeira o trabalho de comprovar ou negar tais hipóteses. O materialismo nega a existência da alma e da vida após a morte, e o espiritualismo afirma que a alma existe e que é imortal. Qual é a verdade? Então vejamos: 1 – A alma em existindo seria o espírito ligado a um corpo material, e este espírito, imortal, o princípio inteligente, sede de todas as vontades, raciocínio e inteligência do homem. Em não existindo a alma teríamos que explicar todos es-tes fenômenos com sede em um aparelho bioelétrico, o cérebro, mas todos os conhecimentos que temos sobre o cérebro não conseguem sequer gerar uma hipótese que expliquem tais fenômenos de maneira adequada, enquanto o espiritualismo os explica, e a ciência que segue esta vertente já tem trabalhos que começam a entender de maneira lógica estas capacidades do homem. 2 – Se ao final da minha vida na terra nada se seguirá, encontrarei o GRANDE NADA, então ser bom ou ser mal não terá qualquer conseqüência para mim. Como deveria me portar então? Pôr que razão eu deveria ajudar o meu próximo? Para que? As minhas necessidades imediatas não deveriam estar acima de tudo? Qual a razão para a existência dos laços sociais? Os homens deveriam ser então egoístas, pensando apenas nas suas necessidades sem nenhuma conseqüência moral. Poderíamos chamar isso de natural? 3 – Não nos parece extremamente angustiante pensar que em breve nos se-pararemos definitivamente de tudo aquilo que amamos e que cultivamos? 4 – Para que estudar? Para que inventar tecnologia? Para que buscar respostas se tudo vai se acabar? Porque a humanidade evolui? Qual é o estímulo? 5 – Qual o motivo de estar vivo? Se por mais que eu fizer na terra, mais cedo ou mais tarde ninguém se lembrara de mim ou dos meus feitos, por mais grandiosos que possam ser. As respostas para todas estas perguntas estão dentro de todos nós; nós já as conhecemos instintivamente, mesmo nas sociedades mais primitivas, é o “algo mais” que só aqueles menos orgulhosos podem ver, é a existência da vida após a morte e a possibilidade de reencarnar num trabalho contínuo de evolução individual e grupal. Estes conceitos espiritualistas não contradizem a ciência, pelo contrario ampliam o seu âmbito de pesquisa; e não vão contra as religiões, pelo contrário, explicam os porquês dos antigos dogmas que agora vão se transformando, à luz da ciência, em fatos racionais. Mas então, percebemos como o paradigma espiritualista esta muito mais próximo da verdade do que o materialista que, agora, está se esgotando. Pois bem, se existe então alma qual a sua ORIGEM? Instintivamente então sabemos que esta origem é DEUS, uma força criadora e organizadora que foge em muito a nossa capacidade de compreensão, mas que sabemos pela própria lógica do raciocínio que tem de existir. Em existindo esta força suprema ela tem de ser perfeita, pois perfeito é o equilíbrio das forças que geram a sua criação. Uma vez perfeito é todo amor, pois só amor indiscriminado e absoluto leva à harmonia e à perfeição. Como é esta alma? Individual ou parte de um todo? Se fôssemos parte de um todo, após a morte retornaríamos ao todo, não se-ria igual ao “grande nada”? O que esperar da vida após a morte? Uma beatismo eterno, uma contemplação sem finalidade a não ser cantar louvores ao criador? Diz-se que ninguém voltou para nos prestar contas desta vida além túmulo. Será? O espiritismo é exatamente isso, aqueles que estão neste plano nos contando sobre o nosso futuro, sobre os porquês e sobre as leis que regem o universo, sobre porque ser bom e não ser ruim, trazendo a luz a todas as questões coloca-das, afastando os motivos para conjecturas, pois traz os fatos e as provas. Há nisso algo de anti-religioso? Há nisso algo de anticientífico? Onde só há a verdade não há incompatibilidades. O Espiritismo não é só religião, não é só ciência, é a verdade, que nos foi trazida pelos espíritos com a graça de DEUS, trazendo a fé aos incrédulos e a confiança aos indecisos, reanimando as nossas esperanças vacilantes e nos reconduzindo ao caminho do bem e da evolução. “NÃO HÁ FÉ INABALÁVEL SENÃO AQUELA QUE PODE ENCARAR A RAZÃO FACE A FACE, EM TODAS AS ÉPOCAS DA HUMANIDADE” E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
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