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Izaias Claro é Presidente e Fundador da Comunidade Espírita Joana de Ângelis, em Osvaldo Cruz - SP, que no seu complexo possui um abrigo para crianças e adolescentes de ambos os sexos (sendo alguns especiais), um Centro Espírita e outras atividades.
Tem participado de seminários e congressos em vários Estados do Brasil.
Como expositor, além dos temas doutrinários evangélicos clássicos, procura abordar outros temas como: depressão, ansiedade, medo, estresse, casamento, filhos, etc.
É autor de vários livros, entre eles o best seller "Depressão - Causas, Conseqüências e Tratamento", editado pela Casa Editora O Clarim. Também possui vários CDs e vídeos editados com suas palestras.
É autor dos seguintes livros:
A Mulher e a Depressão Aprenda a Amar Você Casamento - Sugestões para a Felicidade Casamento Separação Viuvez Como Superar a Ansiedade Como Superar as Aflições Como Superar as Aflições Domésticas Depressão - Causas, Conseqüências Tratamento Gratidão a Deus Paciência para Viver e Vencer Quando Existe Amor Relaxe e Viva Bem Sementeira de Bênçãos Separação - Sugestões Para o Êxito Vencendo Aflições Viuvez - Sugestões Para o Êxito
Profissão: Promotor de Justiça desde maio de 1978 Espírita desde 1979
ENTREVISTA
P: Seu livro Depressão - Causas, Consequencias e Tratamento tornou-se um autêntico best-seller, estando ´próximo de alcançar 100 mil exemplares publicados. O tema também é bastante requisitado para palestras e seminários. Por que esse tema atrai tanto e qual a principal causa de tão incidência desse estado de ânimo na sociedade humana?
R: Podem ser citadas inúmeras causas da depressão. À luz da Psicologia profunda e do Espiritismo, pode-se dizer que a causa primeira da depressão é o Espírito Imortal, que ao longo do esforço evolutivo acumulou – e não superou – experiências, emoções e sentimentos enfermiços, presentes no subconsciente, que emergem e influenciam o comportamento da criatura humana. Muitas outras causas podem ser citadas, várias abordadas no livro publicado. Segundo as estatísticas, são milhões os deprimidos, por esta razão o tema desperta tanto interesse.
P: E existe uma receita prática para superação desse mal?
R: Mister identificar a causa profunda da enfermidade, para erradicá-la totalmente. Sendo o Espírito Imortal a causa primeira da problemática ora examinada, compete-lhe o indeclinável dever de auxiliar a si mesmo, empenhando-se na auto-superação, na estruturação psicológica e espiritual, objetivando a conquista de valores ético-intelecto-espirituais que o capacitem ao enfrentamento e superação das vicissitudes. P: Quando o livro foi lançado? E quais as principais repercussões junto ao público? R: O livro foi lançado em agosto de 1998 e teve uma aceitação impressionante. Até onde estou informado, foi o primeiro livro publicado no movimento espírita com esta temática, preenchendo uma lacuna existente, posto que são muitos os depressivos que buscam a casa espírita.
P: E a edição em espanhol também teve boa aceitação? O Sr. chegou também a abordar a temática no exterior?
R: Como é do seu conhecimento o livro Depressão foi versado para o espanhol e teve uma boa aceitação, em que pese as dificuldades de intercâmbio e de remessa, dentre outras. Recebi algumas cartas do exterior falando da oportunidade da publicação, e tive a oportunidade de abordar o tema em países de língua espanhola. P: A partir dessa temática principal, sua grade de temas enveredou também para outros temas correlatos. Isso é consequencia da percepção da necessidade do público nas cidades que tem visitado?
R: Tenhamos sempre presente a missão do Evangelho do Cristo e da Doutrina Espírita, que o revive. Jesus veio com a missão de apresentar-se como Modelo e Guia da Humanidade, deixando-nos o Evangelho como insuperável roteiro de libertação. O Mestre, por esta razão, em suas conferências incomparáveis, abordou todos os temas de interesse da criatura humana. Percebendo isto e compreendendo a excelência da oportunidade, quanto possível, procuro abordar temas que esclareçam e auxiliem os nossos irmãos que enfrentam aflições diversas.
P: Qual a avaliação do contato com o público que o procura após essas abordagens de caráter psico-emocionais? Há muitos relatos dessas angústias humanas?
R: Sempre me comove a aproximação e o envolvimento com as aflições humanas. Ao longo destes anos tenho atendido milhares de pessoas através do atendimento fraterno, de cartas e dos vários outros meios de comunicação. Não poucos abrem a alma e confidenciam-me suas dores, que me sensibilizam e enternecem profundamente.
P: E qual a principal carência do ser humano em sua visão?
R: No último quartel do século XVIII, alguém afirmou que “o homem perdeu o endereço de Deus”. Nisto reside a causa maior das carências humanas, embora diversos outros fatores contribuam para as dificuldades. Enquanto o ser não se conscientizar de que é um espírito imortal, permanecendo indiferente quanto à sua origem e destinação, e viver centrado nos valores imediatistas e utilitaristas, permanecerá desencontrado e infeliz. Quando educarmos os valores que trazemos em nós, filhos de Deus que somos todos, atingida a plenitude, as carências e os conflitos passarão para sempre.
P: E o problema existe também entre espíritas mais veteranos, dirigentes e trabalhadores espíritas? Como isso ocorre diante de tão vasta proposta de entusiasmo e trabalho apresentada pela Doutrina Espírita?
R: Segundo a origem etimológica, entusiasmo significa “Deus em nós”. Como os trabalhadores e dirigentes espíritas também estão em processo evolutivo, e possuem as mesmas dificuldades das demais criaturas, podem apresentar comportamentos inadequados e incoerentes. Os princípios da Doutrina Espírita não foram ainda perfeitamente assimilados e aplicados no cotidiano dos seus adeptos. Tenho observado, também, que as criaturas, incluindo-se alguns dirigentes e trabalhadores, por mais paradoxal que possa parecer, ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus e atravessam os dias como se não conhecesse o Mestre. Foi por esta razão que o Cristo recomendou que o seguíssemos e não aos cristãos.
P: Com problemas tão complexos com que a sociedade humana se vê envolvida na atualidade, como violência, drogas, desemprego, crises diversas, que caminhos podemos focar para enfrentar tamanhos desafios?
R: Para o enfrentamento e a vitória sobre todas as dificuldades humanas, a criatura deve valer-se de toda contribuição ética, sem preconceito de qualquer natureza. Assim, a Ciência, a Filosofia e a Religião são alavancas poderosas no auxilio imprescindível. Mas, inegavelmente, Jesus e o Seu Evangelho têm prevalência, Ele sendo o Modelo e Guia e o Evangelho o roteiro definitivo para as almas, consoante Ele próprio o afirmou ao apresentar-se como Caminho para a Verdade e a Vida.
P: Em sua visão como promotor público, na experiência da profissão, e como escritor e palestrante espírita, além da própria atividade espírita em si, o que podemos fazer para assegurar serenidade interior e seguir os propósitos da finalidade da reencarnação?
R: A serenidade interior é a suprema realização da criatura humana. Todo ser auto-realizado é necessariamente tranqüilo, posto que já conquistou a si mesmo, não mais cogitando de dominar exteriormente. A primeira virtude teologal é a Fé. Ou seja, quando a criatura se volta para o Criador, a confiança nEle surge como a condição primeira para a integração definitiva. Entregando-se ao Pai e nEle confiando, o mais virá por acréscimo e naturalmente. Dirigindo-se aos discípulos de todos os tempos, disse Jesus: “a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração e nem se atemorize”. Nota-se que a paz decorre da vitória sobre todos os medos e inquietações internas.
P: Nesses anos todos de contato com o público espírita ou não, o que está realmente faltando na convivência humana?
R: Para uma convivência humana saudável, indispensável a aplicação de diversos valores éticos, que podem ser sintetizados no amor. Este sentimento é tão poderoso que é com ele que Deus administra e equilibra o Universo. Como por vezes podemos não compreender bem a extensão deste sentimento, direi que amar é o jeito como trato o próximo. Se aprendermos a nos tratar bem e respeitosamente uns aos outros, respeitando e auxiliando-nos reciprocamente, estaremos de maneira pragmática e simples aplicando a regra áurea consubstanciada no Amor.
P: Suas palavras finais.
R: Leitores amigos! Agradeço, reconhecido e emocionado, a imerecida oportunidade destas reflexões. Ainda que singelamente, fica o desejo de ter contribuído de algum modo para a pacificação e a compreensão em torno dos desafios existenciais.
Diante das não poucas lutas planetárias, mister que todos nos entreguemos confiantemente a Deus, a Jesus e à Espiritualidade, guardando sempre na alma a certeza de que jamais nos faltarão a proteção, a assistência e o carinho dEles em nossas vidas. Que façamos todo o bem possível ao nosso alcance, percebendo que mesmo não sendo bons não estamos impedidos de atuar no bem.
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