| A importância da Dor no Processo Evolutivo |
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A dor, embora indesejável, exerce importante ação transformadora em nossas vidas. Algumas pessoas a ela submetem-se deliberadamente, no intuito de mais rapidamente progredirem. No entanto, é necessário entender a dor, para transformá-la, quando naturalmente se apresente, em força propulsora da nossa evolução, aceitando-a sem revolta; maleáveis à sua ação transformadora. É comum o entendimento, de que toda dor é resgate. Porém, não esqueçamos que embora possam existir sofrimentos, como conseqüência das infrações cometida às leis da vida, não se deve radicalizar, pois, nem toda dor é resgate. Entre tantas outras, uma das funções primordiais da dor, é despertar o potencial divino, que cada ser tem dentro de si. Jesus, profundo conhecedor desta verdade, advertiu muito bem: “[...] O reino de Deus está dentro de vós[...]”.(*) Mas é oportuno lembrarmos, que a sua conquista não se realiza com facilidade ou imediatismo; são necessários muito suor e lágrimas. Impossível realizarmos essa conquista, enquanto não extrairmos de nós, as raízes profundas dos vícios milenares, que assimilamos no decorrer das existências. Porém esta ação causa sofrimento e dor, porque com esses vícios nos identificamos e deles nos tornamos dependentes (por força da precária condição evolutiva). Sofre profundamente o egoísta, quando se vê obrigado a compartilhar, exercitando a caridade. Intenso sofrimento experimenta o orgulhoso, quando tem que ser humilde, reconhecendo seus erros. Tortura inimaginável experimenta o vaidoso para reconhecer, que existem outros dotados de idênticos ou superiores valores aos que ele detém. No reino vegetal temos o exemplo da semente, sofrendo a ação do solo, aguardando o tempo propício para germinar, transformando-se em árvore, doadora abençoada de sombra e fruto. Nos inanimados, o diamante na sua forma primitiva seria desprezado; no entanto, sofre a ação do buril e transforma-se em jóia de valor inestimável. O aço sofre a ação do fogo, torna-se maleável, tomando a forma necessária de utilidade, e transforma-se em instrumento valioso, favorecendo o progresso. Em todo o universo, evolução é resultado de inevitável transformação; e esta, no estágio atual do nosso planeta, é sempre acompanhada de dor e sofrimento. Em acordo com o exposto, quando se observa a reação dos espírito encarnados à dor, assim podemos classifica-los: 1 – Revoltados – São os que rebelam-se, não aceitando o sofrimento; não assimilam o convite à renovação. Alguns, transformam-se também, em causadores da dor e sofrimento alheios; retornam ao plano espiritual mais comprometidos. 2 – Resignados passivos – Aceitam em silêncio, não se rebelam; mas, também não agem de forma a crescer com o sofrimento. Não acrescentam débitos à sua contabilidade espiritual, nem tampouco, acrescentam créditos, que lhe favoreçam a evolução. 3 – Resignados ativos – Aceitam sem revolta, o sofrimento; mas não se acomodam a uma atitude passiva. Transformam o sofrimento em uma experiência emuladora do seu crescimento espiritual e transformam-se em bom exemplo, motivando outros sofredores, a serem vitoriosos, apesar da provação. No meio espírita entre tantos exemplos, lembramos de Jerônimo Mendonça. Foi ele, tetraplégico, cego, e padecia de dores atrozes em todo o corpo. Em uma cama improvisada, era conduzido a lugares estratégicos, onde oferecia seu bom humor, a boa palavra e mensagens consoladoras. Quando um dia, alguém compadecido do seu sofrimento falou-lhe: “Jerônimo, como a vida é dura! Não é? Ele respondeu bem humorado: “A vida não é dura; nós é que somos moles! Interpretamos dessa forma, que o bom sofrimento é o que se apresenta naturalmente, sem a provocação consciente ou reação de revolta, daquele que a sofre . Toda dor, que deliberadamente nos infligimos e que não tenha um fim útil, para nós mesmos ou para outrem, é puro masoquismo, necessitando de tratamento. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
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