| Vida, escolhas e esperança |
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| Escrito por F. Altamir da Cunha | ||||||
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São muitos os que aderem à preguiça ou acomodação, transferindo deveres que apenas a si compete cumprir. A religião é um dos alvos mais comuns. Desconhecem essas pessoas, o verdadeiro papel da religião como orientadora, para o despertamento da espiritualidade. Transformam-na em uma instituição paternalista com o poder de absolver o fiel, do compromisso de lutar para evoluir. Esquecem estes, que, a religião aponta o caminho a seguir, sem nos dispensar do esforço para segui-lo. Jesus disse : “A cada um segundo as suas obras”, e não a cada um segundo as obras que os outros lhes façam. A vida no corpo físico é transitória. Quando se foge desta realidade, investindo em prazer , poder, e busca de facilidades, o prêmio inevitável é a decepção e o sofrimento. Muitas vezes estes, tornam-se fortes indutores das deserções, que geram tragédias e multiplicam dores. Somente os que acreditam no poder do trabalho, encontram força para a superação dos desafios. A vida, será sempre uma sucessão de desafios, despertando criatividade e crescimento nos que não se acomodam, ou revolta e estagnação nos que buscam facilidades; de forma que, somente os que conseguem unir a chama da esperança e a força do trabalho serão vitoriosos. Nos momentos de grandes provações, nas mais adversas situações, e até mesmo, sob o guante de enfermidades consideradas irreversíveis, são sempre eles, os esperançosos, que obtêm a superação parcial ou total dos obstáculos, enquanto outros, movidos pelo pessimismo, desistem e são derrotados por antecipação. A esperança é filha da fé. É importante, que tenhamos uma meta e a certeza de alcançá-la; pois somente assim empreenderemos todo o esforço possível para a valiosa conquista. Se, estabelecemos metas, mas duvidamos da possibilidade de atingi-la, poderemos interpretar, que não vale a pena lutar, será perda de tempo; conseqüentemente, desistiremos. Quanto mais valorizamos os nossos objetivos, maior será a nossa persistência em alcançá-los, e felizes nos sentimos quando conseguimos. Quando se considera a impermanência da vida na matéria, torna-se importante saber escolher, para que não soframos frustração quando surpreendidos pelo retorno ao plano espiritual. A bíblia oferece-nos o exemplo de Jó. Ele era considerado um homem justo e fiel a Deus. Aceitou resignadamente a perda dos bens materiais, a morte dos familiares e servos, sem que sua fé fenecesse. Gozando da boa saúde e da companhia dos amigos, manteve-se esperançoso exaltando o nome de Deus. Porém, quando a enfermidade o reduziu a farrapo humano, embora a princípio comportando-se fielmente a Deus, com a persistência da enfermidade e o isolamento do qual se sentiu vítima, perdeu a esperança. A revolta tomou conta de seu coração: “Por que não morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, não expirei? Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos para que mamasse? Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e então, haveria repouso para mim.” (Jó 3:11-13) Devemos refletir muito, sobre as nossas escolhas e metas. Elas serão a base de nossas esperanças. Tudo que valorizamos transformar-se-á em nosso tesouro; e Jesus sabiamente ensinou: “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6,21). Portanto, alimentarmos a esperança de sermos felizes apenas conquistando os valores transitórios do mundo, é transformar nossas vidas numa sucessão de frustrações e sofrimentos.
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