F. Altamir da Cunha \| Aspecto Espiritual do suicídio
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Aspecto Espiritual do suicídio Imprimir E-mail

– Nosso intuito não è refutar, os aspectos apresentados pela ciência materialista (psicológico, biológico e sociológico), porque não poderíamos esperar melhor dentro do limite, que a visão materialista dos seus autores pôde alcançar. Todos são de grande relevância para uma análise sobre o suicídio. No entanto, é necessário compreendermos, que existe um fator importante, embora, ainda desprezado pela ciência materialista – o fator espiritual.

Em todos os aspectos, no entanto, não cometeremos nenhum excesso em admitirmos a condição espiritual do reencarnante sob a influência da culpa e de outros fatores considerados predisponentes, agravados pela freqüente influência de espíritos oportunistas e vingativos, intensificando o drama e induzindo-o ao suicídio.

Quando um dia a ciência superar o preconceito com relação ao espírito e aceitar a sua existência e a sua influência em nossas vidas, será encontrada a chave para muitos mistérios, que atormentam a humanidade.  

A terapia holística, que trata o ser como um todo (com foco nas áreas, psíquica, biológica, sociológica, espiritual, etc), proporcionará maior possibilidade de êxito, na prevenção e tratamento das alterações da afetividade (ou do humor) e das obsessões (influências espirituais negativas), responsáveis por inúmeros casos de suicídio.                              
            
O homem é um Espírito encarnado, dotado de inteligência e de livre arbítrio, influenciado, é verdade, mas também influenciador do meio onde se encontra inserido, de acordo com a evolução que conseguiu conquistar.                     No princípio, nele predomina o instinto; e as forças biológica, psicológica e social, funcionam como dispositivos, que atendendo às suas necessidades evolutivas, o pressionam a seguir, rumo ao desenvolvimento espiritual.

Algumas vezes, se comporta como o aluno preguiçoso, que não compreende a importância do sacrifício da aprendizagem, ou das orientações dos mestres, e abandona a escola, necessitando repetir a experiência posteriormente. Quando, no entanto, conquista um estágio evolutivo que lhe proporciona o conhecimento de si mesmo e dos mecanismos da lei de evolução, sua autonomia irá se estruturando, torna-se mais ativo e capaz de produzir, convertendo-se em agente de transformação do meio onde vive. Atingido este estágio, o espírito aprende que a ação contínua no bem, a inabalável confiança em Deus e a humildade (esta por ser antípoda do orgulho), podem solucionar com eficiência as questões, que a muitos induzem ao suicídio.

Não resta dúvida, que quando analisamos a vida à luz da reencarnação e da lei de causa e efeito, encontramos uma explicação lógica, para o problema do ser, do destino e da dor; e conseqüentemente, para este paradoxo, que se torna tão freqüente no mundo contemporâneo.

As perturbações mentais, os desequilíbrios emocionais, as depressões graves, as melancolias e os delírios crônicos, associados direta e indiretamente ao suicídio, são reflexos na maioria das vezes, de pensamentos doentios e do sentimento de culpa. Como diz Emmanuel:“É nesse estado negativo que, martelados pelas vibrações de sentimentos e pensamentos doentios, atingimos o desequilíbrio parcial ou total da harmonia orgânica, enredando corpo e alma nas teias da enfermidade, com a mais complicada diagnose da patologia clássica”.( Xavier, Francisco Cândido - Pensamento e Vida - FEB)  

Porém, interpretamos que mesmo sob a influência dessas desarmonias jamais existirá um determinismo, pois, se assim fosse, todos que os sofressem, cometeriam o suicídio; no entanto, assim não acontece. Isto nos induz a concluir, que a causa está na maneira como o espírito reage às adversidades. Portanto, os fatores externos se comportam como fatores agravantes e/ou desencadeantes do suicídio, pois a decisão final dependerá do ser pensante, como resultado do seu livre arbítrio.

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