| Dia do Espírita (Coluna Religião) |
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Meu querido amigo, vereador por São Paulo, Quito Formiga, fez mais uma justa homenagem a quem ele, merecidamente, chamou do maior ser humano que já viveu neste País, apóstolo da humildade, e maior médium, Chico Xavier. Aqui eu só agregaria a também figura ímpar que foi e é Irmã Dulce. O mineiro do século XX, em eleição direta, concorrendo, diga-se de passagem, com celebridades como Pelé, Chico Xavier continua com sua obra e personalidade inspirando reconhecimentos sinceros, sem compadrios, mas de valor real. Dessa forma, o ínclito vereador paulistano fez aprovar a lei nº 15012/09, publicada no Diário Oficial de 28 de outubro, que entra no Calendário Oficial do Município e vai vigorar a partir de 2010, instituindo na cidade de São Paulo o dia 30 de Junho, Dia Municipal do Espírita. Chico Xavier morreu no dia 30 de junho de 2002, já com 92 anos de idade, vítima de parada cardíaca. Inegável o valor fundamental que Chico Xavier teve para todo o Espiritismo. Foi, inquestionavelmente, o maior impulsionador da Doutrina Espírita, em solo verde e amarelo, de todos os tempos. Escreveu mais de quatrocentos livros, mas nunca admitiu ser o autor de qualquer obra, pois insistia em dizer que apenas reproduzia o que os espíritos ditavam. Nunca aceitou o dinheiro lucrado com a venda de seus livros, doando os direitos autorais para a Federação Espírita Brasileira. Parnaso de Além-Túmulo, por exemplo, o seu primeiro livro com 256 poemas de poetas mortos, foi publicado pela primeira vez em 1932. Naturalmente, como era de se esperar, sofreu perseguição de órgãos “oficiais” do Espiritismo, mas a força da sua obra e popularidade fizeram muitos cimbrar a cabeça à sua liderança. Chico Xavier transcendeu os limites espíritas e se fez respeitado pela quase totalidade do povo brasileiro, pois o seu messianato era autêntico, verdadeiro. Sem nunca ter saído de Uberaba, fez dessa Cidade uma espécie de Meca do consolo, onde milhares de pessoas acorriam em busca de esperança e afeto. Era gente desconhecida e famosa, mas com o único objetivo: estar, ver aquele homem santo. A iniciativa inspirada do vereador Quito Formiga precisa ser acompanhada por toda parte, por todas as cidades brasileiras, a fim de que essa figura impoluta, caráter sem mácula, possa conduzir a todos os espíritas a uma vivência mais fraterna, menos política e mais cristã, ainda que seja em um único dia do ano. Homenagem dessa natureza não satisfaz a ego, mas a um segmento religioso por inteiro, em testemunho vivo da grandeza de um Espiritismo sem cardeais ou donos, mas de todos, como bem ensinava o bom e velho Chico. Chico Xavier é a referência para qualquer médium que deseja a lisura de um postulado, pois reconhecia as suas limitações, mas se fez gigante na sua fé e exemplo de cristão. Não possuía nenhuma oratória, e nem precisava, pois em estar com ele já sentíamos a necessidade de sermos melhores, pois a sua natural humildade – nada tinha de simulação ou falso puritanismo – era exemplo que arrastava à conversão do Bem. Chico Xavier: apóstolo contemporâneo do Cristo. José Medrado é médium, fundador e presidente da Cidade da Luz E-mail:
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