| Jegues e Cordeiros (Coluna Opinião) |
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![]() O ser humano está, a cada dia, mais e mais preocupado com o meio-ambiente, com os animais, isto é realmente uma grande conquista da civilização. A multimilionária americana Leona Helmsley morreu em 2007 e deixou por testamento US$ 12 milhões para o seu cachorrinho. Recentemente, uma briga foi travada entre a Sociedade Mundial de Proteção Animal e o autor da novela Caras & Bocas, por causa dos direitos do macaco Chico. Aqui em nossa Bahia, foram os jegues da Lavagem do Bonfim que tiveram a sua proteção, cuidados garantidos. Quase eram poupados do extenuante desfile, mas, por fim, foram liberados, desde que acompanhados pela prefeitura, para que não houvesse excessos, caso contrário, multa de arrebentar o dono do jegue. Já houve quem dissesse que, infelizmente, não é verdade que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, como afirma o artigo 1o. da Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU. Nós não nascemos iguais, nem nos tornamos iguais, pois somos membros de uma coletividade que decide a igualdade, ou não, com base nos interesses comuns. Ora, ora, a asserção de que a liberdade e a igualdade são condições humanas é uma mentira verificável numa situação-limite, como a dos cordeiros dos blocos de Carnaval de Salvador. São apátridas da dignidade, pois se discute o merecimento, ou não, de terem três litros de água por jornada, se merecem, ou não, calçados fechados. São bichos sem proteção da Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98. Assim, por favor, toda pessoa que seja testemunha de atentados contra animais deve comparecer à delegacia mais próxima e lavrar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO), citando o artigo 32: "Praticar ato de abuso e maus-tratos a animais domésticos ou domesticados, silvestres, nativos ou exóticos", da lei acima. Caso haja recusa do delegado, cite o artigo 319 do Código Penal, que prevê crime de prevaricação: receber notícia de crime e se recusar a cumpri-la. Ah! E quanto aos cordeiros? Esses são gente, precisa de nada, não. José Medrado é mestrando em família pela Ucsal e fundador da Cidade da Luz E-mail:
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