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Ninguém controla o que o outro vai sentir: mude as suas estratégias no relacionamento

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A mulher vai fazer o exame de rua para tirar carteira de habilitação com o marido e o filho. Ela passa no exame e o filho bate palmas, fala onde ela vai leva-lo para passear e faz outros planos, já que agora a mãe pode dirigir um automóvel. Alegria total do filho! Enquanto isso, o marido permanece calado, sisudo. Ela olha para ele desconfiada e nada… Ou melhor… Recebeu uma cara de quem não gostou dela ter passado no exame.

Nos pensamentos ela diz: eu tenho duas escolhas. Vou ficar feliz e curtir o resultado do meu esforço ou dar importância a essa atitude de meu marido. Ela escolhe ficar feliz.

Quando alguém faz ou diz algo para te jogar para baixo ou simplesmente quando alguém não te apoia, você sempre terá essas duas opções. Entretanto, não é o que pensa e acontece com a maioria das pessoas nesse tipo de situação. Infelizmente, nessa hora difícil, muitos reclamam, brigam e ficam tristes, perdendo o sossego interno.

Sabe o que acontece na vida emocional nesse quadro? É você querendo que a pessoa que ama sinta o que você acha que ela tem que sentir. Esqueça essa atitude. Isso não funciona assim e pode, com o tempo, transformar o relacionamento em um jogo de controle e manipulação. As pessoas vão sentir o que elas sentem e não o que você acha que elas têm que sentir. O que você vai fazer com isso, qual estratégia vai adotar, é com você.

Essa estratégia, de querer mudar sentimentos e condutas nas pessoas amadas, é simplesmente impossível quando ela não quer mudar. Vamos ver isso no episódio da mulher na nossa história inicial?

Ela poderia ensaiar algo do tipo: marido você não gostou da minha aprovação? Ele talvez dissesse muito sem graça: parabéns!

Ela poderia dizer: Por que você não vibra e se alegra com minhas conquistas? Isso me deixa muito triste! Ele poderia ser estupido e responder: tirar uma carteira mulher? Que vantagem há nisso?

Pronto! Está construído o jogo de controle e poder na relação. Ele, com certeza, fará isso outras e muitas vezes, e ela… Coitada! …

A melhor estratégia nessa situação é: “sigo minha vida independe de você”. Isso é fundamental no amor. Não significa desrespeito, indiferença ou egoísmo. Significa que você não vai se submeter ou anular. Quando se ama, de verdade, você não pode arruinar sua vida emocional por alguém que não quer compartilhar com você as alegrias, conquistas e experiências da vida.

Escolha o melhor e deixe os outros com os sentimentos que são deles. Eles resolvam o que farão com o que sentem. Essa postura estratégica de autonomia é muito educativa e inspiradora de relacionamentos sadios e autênticos. Sabe por quê? Por que muitos maridos (filhos, pais, e outros laços afetivos) aprenderam nos relacionamentos a controlar sua vida por meio de sua fragilidade, de sua tristeza. Perceberam que na sua tristeza existe uma boa dose de culpa e esfregam em você coisas que você não merece passar ou ouvir.

Imponha-se e avance. Não existe estratégia mais adequada para fazer seus amores avançarem. Ficar triste é passar um recibo ao outro delegando poderes e arruinando-se com expectativas que muito provavelmente não serão atingidas.

A finalidade da tristeza nesse contexto não é levar você a cobrar do ente amado um sentimento que ele não interessa ou não quer sentir. Essa tristeza que bate no seu coração, em verdade, está solicitando sua atenção para as necessárias mudanças a serem feitas nessa relação, independente do outro. O importante é mudar suas estratégias.

Ninguém será exatamente como você gostaria que fosse, e isso serve principalmente para as pessoas mais próximas.

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