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A BELEZA DOS ESSENIOS E O ESPIRITISMO

Neste texto estou fazendo uma ponte de milênios. Aliás, isso não é novo. Essa ponte tambem está feita entre o cristianismo e o espiritismo. O que me move é a abordagem da similitude existente entre o que ensinava a seita essenica e o que nos traz o espiritismo. É facil identificar esses vetores exatamente porque há uma grande identificação dos ensinamentos dos essenios e àqueles que foram pregados por Jesus. Como o espiritismo resgata o cristianismo dos primeiros tempos, naturalmente, que encontraremos afinidades entre os dois campos de sabedoria espiritual. Aliás, a verdade é sempre a mesma, guardando nuances e peculiaridades da evolução dos tempos, da cultura das épocas, etc.

Os essenios formaram comunidades extremamente interessantes, muito parecidas, em suas estruturas sociais, com as comunidades do cristianismo nascente. Pregavam uma igualdade total entre seus frequentadores e estabeleciam a fraternidade como sendo a vivencia máxima de seus postulados. O amor ao próximo era a base de sua sabedoria e buscavam uma vida ascética, de oração, com uma procura da mais absoluta pureza, moral e física. Voltavam-se para ajudar e acolher os mais necessitados. Daí o nome Essenios, que significa, em algumas traduções, médicos ou terapeutas. Ensinavam a compaixão, alem da imortalidade e a reencarnação. A similitude dos ensinamentos de Jesus bem como algumas de suas atitudes, levaram alguns pesquisadores a acreditar que o Mestre teria pertencido à seita.

A imposição das mãos tambem foi outro elemento que aproximou os essenios do cristianismo. Práticas bem parecidas. Comportamento moral similar. Os ensinamentos correspondem a muito do que ensina o espiritismo e a prática tambem converge, embora algumas diferenças naturais. Os essenios se vestiam de branco e valorizavam determinados rituais cotidianos, o que os diferencia, neste ponto, da doutrina dos espiritos que, como sabemos, não tem rituais e práticas de cunho externo. A reencarnação e a lei de causa e efeito caem nos ensinamentos essenicos como o faz no espiritismo. Verificamos aí que a verdade é única em todas as épocas, embora possa apresentar algumas colorações diferenciadas, conforme algumas peculiaridades de cada tempo.

Acho interessante estudar a cultura dos “terapeutas”. Desde 1947, quando das descobertas dos papiros essenicos nas cavernas de Qumram, vasta literatura desses ensinamentos encantadores despontou, seja nos próprios papiros, seja pelos livros escritos por pesquisadores. Mais luz caiu sobre a humanidade. Interessa ao espiritismo essas descobertas no sentido de que, sendo este a síntese do conhecimento espiritual das civilizações, encontra entre os essenios mais uma comprovação das grandes verdades que atravessam os tempos. Provavelmente voltaremos a abordar mais o assunto em outras postagens, se for do interesse de voces.

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