A FORÇA INICIÁTICA DO EGITO ANTIGO

Qualquer alma que busque alguma forma de espiritualização sente o poderoso fascínio das iniciações espirituais na antiga civilização egípcia, com a beleza e pujança que a história registra. Indiscutível o alto conhecimento que seus iniciados possuíam, àquela época, dos chamados grandes mistérios transcendentais. Muito do que o Espiritismo populariza nos dias de hoje, apareciam com detalhes impresionantes nas diversas escolas espirituais da terra dos faraós.

 

Conheciam a presença do mundo dos “mortos” como ninguem e não lhes era desconhecido o corpo espiritual, que Allan kardec aponta como a chave para se entender as leis da vida e as potencias da alma. Denominando esse corpo de energia como KHA, os egípcios dominavam determinados fatores do intercâmbio mediúnico e certas potencias psíquicas como nenhum outro povo da antiguidade. Nas paredes das grandes pirâmides ( elas mesmas intrigantes depósitos de poderosas energias) encontram-se hiróglifos impressionantes, perfazendo as relações dos espíritos para com os iniciados e desenhando verdadeiros processos de desdobramento ou viagem astral, situação esta devidmente conhecida pelos mestres da admirável civilização do Nilo.

 

Exatamente as viagens astrais eram uma espécie de ápice da iniciação, onde o candidato, após passar por provas ásperas e desafios para a vitória sobre o medo e a sensualidade, ganhavam domínio sobre o corpo, conseguindo projetar-se para alem deste. A terra dos deuses, de alguma maneira, lhes era acessível. Para isso, fundamental o auto domínio, o controle sobre as paixões humanas, a força interior de quem conhece o divino potencial de que seria constituído todo a criatura.

 

O desenvolvimento da chamada “terceira visão”, ou seja, o exercício da clarividência, era outro aspecto que recebia enorme ênfase durante a iniciação. Dias e mais dias na escuridão, na solidão das grandes criptas, mobilizando o controle sobre sua realidade interior favorecia a expansão da consciencia e a consequente percepção sobre a dimensão invisível. Penetrar o futuro e escavacar o passado fazia parte das disciplinas estudadas e praticadas pelos que avançavam nas difíceis etapas iniciáticas.

 

Não há como deixar de admirar o vasto conhecimento desse povo quanto ao conhecimento de grandes Leis da Natureza. E me parece ficar muito claro que há uma diferença de raça entre os antigos egípcios e os atuais. Mesmo aqueles que não eram iniciados possuíam mais amplo sentimento de religiosidade e, quando associamos a isto sua arquitetura, a pujança daquela civilização, sua engenharia diferenciada, ficamos a imaginar se os seus deuses não seriam, na verdade, astronautas de uma terra distante, conforme o jornalista Van Dennikem apregoa. O Egito glorioso do passado não existe mais na contemporaneidade. É como se olhássemos para outro povo em fitando a triste realidade da atualidade. A sensação é que toda uma civilização arrumou as malas” e partiu, deixando empobrecido o solo do vale do Rio Nilo. Há um imenso vazio espiritual nas proximidades de Gizé. Apenas um tanto do magnetismo fascinante da grande civilização iniciática permaneceu.

 

Estudando o espiritismo não podemos deixar de recordar as tradições antigas, afinal, o espiritismo é a síntese de todo o conhecimento espiritual da humanidade, de todos os povos, de todas as iniciações, agora entregue à todo o coração que anseie se desenvolver, ampliar seus recursos íntimos, dilatar a consciencia, assumindo sua condição de filho da luz, herdeiro do poderoso Universo. Mas hoje, como ontem, necessário a renúncia, o esforço sobre as más paixões, a reforma moral, a fim de que esses poderes sublimes beneficiem a alma, impulsionando-a para a plenitude e a felicidade. Agora e sempre, o mérito comanda as conquistas.
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