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Telescópio Hubble encontra dióxido de carbono em planeta extrassolar

O dióxido de carbono (CO2) é um gás essencial à vida no planeta. Visto que é um dos compostos essenciais para a realização da fotossíntese – processo pelo qual os organismos fotossintetizantes transformam a energia solar em energia química. Esta energia química, por sua vez é distribuída para todos os seres vivos por meio da teia alimentar. Este processo é uma das fases do ciclo do carbono e é vital para a manutenção dos seres vivos.

O carbono é um elemento básico na composição dos organismos, tornando-o indispensável para a vida no planeta. Este elemento é estocado na atmosfera, nos oceanos, solos, rochas sedimentares e está presente nos combustíveis fósseis. Daí a importância do achado que acaba de ser feito por meio de imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble: os pesquisadores descobriram dióxido de carbono na atmosfera de um planeta orbitando uma outra estrela que não o Sol, chamado desta forma um planeta extrassolar.

Vida extraterrestre

O planeta é o HD 189733b, do tamanho de Júpiter e demasiado quente para suportar a vida, vida essa conforme a conhecemos. Mas as observações do Hubble são uma comprovação de que a química básica da vida pode ser detectada em planetas muito distantes, orbitando outras estrelas, validando o que há mais de 150 anos “O Livro dos Espíritos” nos atesta, particularmente na pergunta 45: «Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra? – Achavam-se, por assim dizer, em estado fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas…»

Os compostos orgânicos – como o CO2 – também podem ser um subproduto de processos de vida. Os astrobiólogos esperam um dia detectar sua presença em um planeta extrassolar mais parecido com a Terra, no que poderia ser a primeira evidência direta da existência de vida fora do nosso planeta.
Observações anteriores feitas pelo Hubble pelo telescópio Spitzer no mesmo planeta HD 189733b já haviam detectado vapor de água. No início deste ano, o Hubble encontrou metano na atmosfera do planeta conforme noticiamos na RIE.

Nova fronteira da ciência

“O Hubble foi concebido primariamente para observações do universo distante e, ainda assim, ele está abrindo uma nova era de pesquisas na astrofísica e na ciência comparada dos planetas,” diz o astrofísico Eric Smith, da equipe do telescópio espacial.

“Estes estudos atmosféricos começarão a determinar a composição e os processos químicos em andamento em mundos distantes orbitando outras estrelas. O futuro dessa nova fronteira da ciência é extremamente promissora, na medida que esperamos descobrir muitas outras moléculas em atmosferas de exoplanetas”, concluiu o cientista, atestando o que nos foi dito pelos espíritos há 150 anos em “O Livro dos Espíritos”, pergunta 55 «Deus povoou de seres vivos os mundos, concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus, que não fez coisa alguma inútil. Certo, a esses mundos, há de Ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. Aliás, nada há, nem na posição, nem no volume, nem na constituição física da Terra, que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes».

* O Prof. Doutor Luís de Almeida é cosmólogo e cientista da Agência Espacial Europeia (ESA) e da Agência Espacial Norte-Americana (NASA).

Bibliografia: http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2008/41/

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