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Defesas Desnecessárias

O sertanejo se protege.
O gibão e o chapéu de couro do vaqueiro servem para protege-lo dos espinhos quando envereda pela caatinga a dentro. Espinhos que, por sua vez, são a proteção da caatinga.
Nas regiões banhadas pelo Rio São Francisco o sertanejo tem as carrancas – esculturas de madeira que representam animais e seres míticos com longas presas – que servem para afastar o mal subjetivo, metafísico, desde a inveja até os maus espíritos.
Amuletos e espinhos protegem. Pistolas e grades também.
É possível que alguém use palavras duras, emoções desencontradas e comportamentos disfuncionais como se fossem cruzes e alho para manter longe os seus vampiros, não raro, imaginários. Verdadeiros exércitos de subpersonalidades, partes que habitam nosso mundo de dentro, acabam sendo criados para afastar ameaças que podem não passar de fantasias.
Couraças, enfim, surgidas para espantar o que não é bom igualmente mantêm seus criadores distantes do bem.
Os muros são burros. Ou seriam inocentes?
Quando erigimos fortalezas para uma proteção que julgamos necessária é possível que deixemos de fora muitas oportunidades de alcançar sucesso e de viver com mais plenitude.
Alguns materializam de tal forma suas defesas que criam um escudo de adiposidade em seus corpos. Sim, o excesso de peso os cobre e guarda. A gordura os protege. Mas… de quê?
O medo engorda e distancia quem somos daquilo que podemos ser.
O medo faz pessoas agredirem quando gostariam de beijar.
O medo cria comportamentos-armas quando poderiam existir emoções-instrumentos.
O medo cria mais facilmente muros com os mesmos materiais que podiam erigir pontes.
Quais são os medos que fazem você querer se defender da vida com palavras, reações intempestivas, camadas de gordura ou automatismos geradores de solidão?
Aprender, crescer e mudar são outros nomes para “desenvolver-se”.
E desenvolver-se significa abrir mão de envoltórios.
E você?
Quais são as suas cascas, pesadas e desnecessárias, das quais gostaria de se livrar para ser mais feliz e conseguir mais sucesso?
Talvez seja esse o seu momento de despedir-se de carrancas, gibões e chapéus de couro concretos ou subjetivos. De grades, paredes grossas e espinhos.
Talvez tenha chegado o tempo de tornar-se mas permeável, sentindo-se mais forte e confiante.
Com menos crostas talvez você passe a ser mais leve, a respirar mais livre e profundamente, a ter maior contato com a beleza da vida, pois trancas que mantêm coisas feias do lado de fora também aprisionam e sufocam aquele que se isola do lado de dentro.

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Kau Mascarenhas é palestrante, escritor, coach e consultor de empresas. Atua com Desenvolvimento Humano há mais de vinte anos atendendo empresas de todo o país. É sócio-diretor do Pro-Ser Instituto. Utiliza-se da PNL, do Coaching e da Filosofia em seu trabalho. É o criador do curso digital PNL Plus.

(A propósito hoje – 28/04 – é o Dia Nacional da Caatinga)

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