Quando não é possível amar, ter respeito já é um grande avanço

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Existe um capítulo muito especial no livro do amor. Como amar todas as pessoas considerando tantas diferenças?

Com algumas delas, simplesmente, parece que nada fluí, nada progride, ao contrário parece que com algumas pessoas o relacionamento tem um poder enfermiço de se complicar, mesmo que você deseje o melhor e ela também.

A dificuldade está, na verdade, nessa cultura insensata que foi herdada de que amar todas as pessoas significa tratar a todas do mesmo jeito e com a mesma forma de afetuosidade e bondade. E, quando você não consegue isso, sente-se um lixo, um ser aberrante ou maldoso que tem ódio no coração. Acha que o problema é com você. Que você é incompetente para articular algo de bom com determinado relacionamento.

Fique sabendo que nas lições do amor, umas das revisões mais emergentes e realistas para a saúde psíquica e emocional é você entender que amar todas as pessoas não significa ter um mesmo modo de se relacionar com todas elas. Por incrível que pareça, com algumas pessoas as relações precisam de distância, de tempo, de amadurecimento e outros quesitos para que o amor se expresse com mais amplitude, no momento possível. Por isso mesmo, reveja sua crença e aceite que amar a todos não é sinônimo de ter um relacionamento simpático, afetuoso e bom com todas elas. Com algumas, por enquanto, isso não vai acontecer.

Acreditar que algumas relações não vão se encaixar em seus conceitos de amor, é um alívio. Aceite que você pode ter um bom sentimento por elas, mesmo longe, mesmo sem contato e mesmo sem progresso nesse relacionamento. Aprenda isso e relaxe. Não cobre de você e dos outros uma convivência que simplesmente é impossível por agora. Isso pode ser bom para você e para ela.

Tente apenas o respeito. Isso já é um grande passo.

Aliás, é um contrassenso querer amar alguém sem respeito. O respeito parece ser uma estação de aprendizado das mais longas e essenciais para um dia conseguir, legitimamente, amar. Essa coisa de ressaltar o pedido do Cristo: “temos que amar a todos”, para a maioria de nós é uma meta, e não uma realidade.

Somos semelhantes, mas bem diferentes. A beleza do ato de amar está em aceitar isso e ter no coração o melhor sentimento pelos diferentes e suas diferenças. Em muitos casos, o único sentimento possível chama-se respeito.

Quando há respeito, onde o amor se torna pouco provável, já está de bom tamanho.

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