| Almas Algemadas |
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O casal deve terapeutizar-se antes do casamento para acertar as suas diferenças e tudo o que estava ou está desequilibrado entre ambos ao se encontrarem pela primeira vez ou estarem vivendo os seus primeiros momentos a dois. Este tipo de aconselhamento ao casal antes de assumir um compromisso diante da sociedade e da divindade faz parte da pregação de Jesus, ao apregoar numa das suas falas: “aproveitem a caminhada juntos para se reconciliarem.”(Mateus:5;25) Ora, por que Jesus falou isso? Porque sabia que, em qualquer casal ou, na maior parte deles, existem diferenças e desacertos. Sim, desacerto é a palavra exata. Existem desacertos entre ambos, originados na disputa milenar do domínio de um sobre o outro.
Por tudo isto, é muito mais significativo a expressão – almas algemadas – do que almas gêmeas. Isto porque, quase 100% dos casais têm muito a resgatar. São raros os casais afins. Nós costumamos repetir que almas gêmeas também não são, necessariamente, o ideal em termos de caminharem juntos no sentido matrimonial. Como humanos que somos, neste momento, ou seja, no atual estado evolutivo, é muito monótono e até desmotivador viver com um semelhante que pensa e age exatamente como você. Portanto, almas gêmeas representam uma utopia dentro do que estamos estudando, analisando e concluindo. O melhor é pensarmos em almas algemadas, porque temos muitos compromissos em aberto e não solucionados. Por isto, reafirmamos que Jesus tinha profunda consciência a respeito das nossas tendências um para com o outro: do homem para com a mulher e desta para com o homem, o que justifica a sua fala, que aqui reiteramos: “aproveitem a caminhada juntos para se reconciliarem.” E nada melhor do que começar bem, antes mesmo de assumirem um compromisso para constituir uma família, que receberá, neste mundo, outros seres, os filhos, através do acasalamento e da cópula dos órgãos genitais, a qual proporciona a materialização dos seres através do portal do tempo conduzido no ventre da mulher, que é o útero gravídico. Isto deve ser decidido no momento em que ambos, homem e mulher, se sentem em perfeito equilíbrio consigo mesmos e com o universo, isto é, que tenham resolvido as suas pendências de um passado próximo ou remoto, desta e de outras existências, para que o(s) ser(es) que receberem como filhos cheguem a um lar devidamente preparado para ajudá-lo(s) a se transformar(em) no que todos buscamos: amor, luz e a eternidade sem fronteiras. Portanto, aconselhamos aos casais, de forma espontânea e ao mesmo tempo, consciente, que se terapeutizem através da técnica moderna, o autoconhecimento. Trata-se de uma técnica trabalhada de forma magistral e competente pela Psicologia Transpessoal. Recorrendo-se à anamnese (histórico pessoal do cliente) feito pelo terapeuta, as pessoas enumeram as dificuldades que existem no seu dia-a-dia, no campo do relacionamento interpessoal (com as outras pessoas) e intrapessoal (consigo mesmo), como por exemplo: medos, fobias, irritabilidade, incompreensão, egoísmo, ciúme, insônia, pesadelos, sentimento de inferioridade, de culpa, de rejeição e de abandono, medo de assumir responsabilidades, inseguranças, doenças psicossomáticas, neuroses, enfim, tudo o que perturba o humor do homem e da mulher. Aliás, não são poucos os casais que não conseguem permanecer juntos por muito tempo, mesmo na fase de namoro e quando ambos desejam, conscientemente, acasalarem-se, desejando um ao outro, sentindo a necessidade de comungarem o mesmo objetivo. Tudo dá errado. Surgem brigas constantes, términos e reinícios de namoros, que se repetem por dezenas de vezes, muitas delas culminando em agressões físicas e até em homicídios. Assim, é visível a importância do tratamento e do acerto emocional entre ambos antes de fecharem questão sobre a decisão do matrimônio. Para tanto, precisamos romper modelos arcaicos e paradigmas que não têm mais sentido. Por exemplo: não se permitir conhecer a si mesmo(a) ou a fazer mudanças, seguindo ditado popular, segundo o qual “pau que nasce torto, não tem jeito morre torto”. Que tremenda enganação! Que atraso para a nossa evolução, homem e mulher! Nós não somos vegetais. E mesmo eles, mesmo que nasçam tortos, se colocados no “gesso”, terminam se alinhando. Tudo é corrigível no universo. Tudo é adaptável às mais diversas situações. Tudo está em constante mudança. Se for assim, por que não podemos mudar para assegurar um bom relacionamento com maridos, esposas, filhos, parentes, enfim, com toda a humanidade? Nós temos e vamos expor vários depoimentos e experiências de pessoas que trabalharam as suas diferenças nocivas num relacionamento conjugal. Após superá-las ou transformá-las, graças às vivências alcançadas via regressão de memória, passaram a ter uma vida de equilíbrio e prosperidade, trazendo de volta o amor e a riqueza aos seus lares, proporcionando largos sorrisos dos filhos, parentes e amigos. Todos torcemos pela felicidade do outro. Então, vamos torcer pela nossa própria felicidade, permitindo-nos fazer transformações e mudanças intrapessoais, que se refletirão, mais adiante, nos relacionamentos interpessoais. De qualquer forma, não podemos enganar a ninguém, porque somos “um livro aberto”. Sempre fomos. Mesmo calados, irradiamos o que somos em todo e qualquer ambiente onde estamos, inclusive, para todo o universo. Isto é uma realidade que conhecemos, mas não queremos reconhecer. Exemplificando: um canário ao cantar, atrai pato, marreco ou outro canário? Decerto, atrai o elemento que entende o mesmo canto, qual seja, o outro canário. Assim, somos nós seres humanos. O que emitimos ou cantamos é o que atraímos. É o que trazemos para nós. Se só pensamos em tristeza, fracasso, revolta, inferioridade, abandono, inveja, sentimentos de culpa, medos e violência, são exatamente estes elementos que vamos encontrar no caminho. Da mesma forma, se pensamos em sucesso, vitória, alegria, autoconfiança, ajudamos os outros, compreendemos o próximo, enxergamos a beleza em tudo, atraímos coisas boas. É o que aconteceu, certa vez, com o Mestre. Jesus, ao passar com seus discípulos ao lado do cadáver de um cachorro em decomposição, diante das caretas de repulsa dos discípulos, ao olhar o corpo animal se desfazendo, falou: “Que bonita dentadura tinha este cachorro!” Isto ensina que, em todos os momentos da vida, por mais podre que sejamos, há sempre algo de bonito para focarmos, pois tudo que emitimos em pensamentos, atitudes ou palavras, volta multiplicado. Pagamos um preço doloroso por este marasmo. Estamos na era da transformação. O rolo compressor da transformação está em movimento e quem permanecer inflexível será triturado ou “enterrado vivo”. É o choro e ranger de dentes que o Mestre também citou em suas pregações. Os capítulos seguintes descrevem vivências de pessoas, que buscam separar o joio do trigo. São momentos ímpares, fantásticos, de descoberta pessoal e única, vividos por cada ser humano. Logo, não é possível ser feliz esperando que o outro mude para ficar exatamente como você deseja que fique. Só você pode fazer por você mesmo(a)! Dentre os casais, quase 100% representam o resgate ou as almas algemadas. Ninguém está livre de precisar de uma terapia de autoconhecimento, que permite aos indivíduos se analisar e não ser analisado por um outro ser humano. Você mesmo se analisa. Sem dúvida, esta é a terapia ideal para que possamos alcançar a cura, libertando-nos de todas as queixas citadas no início do capítulo. Como o embate entre homens e mulheres persiste até hoje, é possível imaginar o número de dificuldades e acertos que temos de enfrentar para superar um com o outro. Precisamos remover os entulhos do caminho. Então, constantemente, necessitamos de separar as nossas mãos, homens e mulheres, para que contornemos tais entulhos. Às vezes, quando já estamos lá adiante, surge novo entulho, em forma de egoísmo, arrogância, raiva, ódio, inveja, ciúme, domínio, manipulação, desorganização, preguiça etc. etc. Necessitamos, então, limpar as veredas e descobrir o caminho por intermédio das terapias de autoconhecimento. Assim, podermos, num percurso longo e rápido, caminharmos, finalmente, juntos. Diante de qualquer dificuldade surgida no nosso entendimento interpessoal, diante do menor empecilho ou barreira, estaremos aptos a fazer uma terapia de transformação, que demanda mudança veloz e eficiente. Isto porque, já estamos livres de preconceitos, limitações, modelos e valores antigos de um passado próximo ou distante, graças a leituras, cursos, palestras oficinas de trabalhos e tudo aquilo que enriquece a nossa cultura como ser humano, mas, sobretudo, como ser cósmico. Vamos tornar o hábito da terapia comum e rotineiro. Com este cuidado, sem nenhuma dúvida, construímos o universo da paz. Mas para tanto, é preciso ter mentes abertas, sem preconceitos, sem barreiras, sem limites de conhecimento e aprendizado. Para responder a questionamentos da vida atual, onde se amontoam conhecimentos milenares do relacionamento humano, intelectual, moral, político, social, enfim, de cultura geral, só podemos fazê-lo, mediante a busca da transcendência do ego, do além do racional e analítico. Muitos destes questionamentos só podem ser respondidos, na atualidade, através da metafísica. São questões aparentemente simples, mas de difícil compreensão: Por que um marido, mesmo amando sua esposa, não a trata bem? Ao contrário, a agride, constantemente. Por que a esposa, mesmo amando seu marido, o trata com indiferença, silêncio e distanciamento? Deve haver respostas para estas indagações. Se o efeito existe, deve existir, antes, uma causa. E onde está a causa? Com certeza, no que chamamos de passado, reiterando as idéias anteriores, seja passado próximo ou remoto, denominado, comumente, de outras vidas. E isto é o que ocorre no nosso consultório e na nossa clínica. Dentre os clientes, 90% vivenciam, espontaneamente, vidas passadas, encontrando nelas a(s) razão(ões) de suas dificuldades no relacionamento homem-mulher. Eis novas questões: Por que alguns homens têm dificuldade de chegar a um orgasmo normal, acontecendo, por exemplo, orgasmos precoces ou dificuldades de ereção, sem que exista nenhuma causa orgânica? Por que a mulher tem dificuldade de se entregar, plenamente, ao marido, amante ou a um homem, no sentido mais amplo? Decerto, há uma causa. Prosseguindo: Por que a mãe não suporta o filho? Por que o pai não tolera a filha mais nova ou a mais velha ou a do meio? Por que a mulher suporta tanto o marido, que a humilha constantemente? Por que um marido agüenta as agressividades da esposa? Sem dúvida, tem que existir uma explicação. E há. Ao vivenciarmos no divã, através de um estado elevado de consciência, todos que desejam, de fato, identificar a(s) causa(s), conseguem e resolvem suas questões, conhecem a verdade e se curam. Depois de conhecida a verdade, o mal não mais retorna, pois a casa mental está limpa, lustrada, purificada e vigiada constantemente. No entanto, se, mesmo assim, surgir algum sinal de alteração do equilíbrio, de imediato, é preciso buscar novos recursos para encontrar o motivo do agente desequilibrador. E é, de transformação em transformação, sem barreiras e preconceitos, proporcionada pelo acompanhamento de profissionais qualificados, habilitados e eles mesmos transformados, ou seja, terapeutizados, que deixamos de ser rotulados de almas algemadas. A cada terapia, estamos desatando nós, abrindo mais uma algema e resolvendo nossos conflitos. Estamos tirando e retirando máscaras, que não mais têm utilidade, como: a máscara do medo, da arrogância, do egoísmo, do ciúme, do ódio, da inveja e da vingança. Estamos, pois, aproximando-nos, um pouco mais, do verdadeiro ser que somos, que é luz e centelha divina. Assim, não somos mais almas algemadas, e sim, almas que se complementam, se somam, se integram, e, realmente, constroem o universo da paz. E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. |